AVC: cursos pré-congresso focados numa intervenção próxima e urgente

A Sociedade Portuguesa do AVC organiza, entre os dias 2 e 4 de fevereiro de 2023, a 17.ª edição do Congresso Português do AVC, o encontro nacional na área do acidente vascular cerebral. O evento volta a realizar-se na cidade do Porto, no Hotel Sheraton e conta com a coordenação de especilaistas da área na formação em cursos específicos que pretendem transmitir ideias importantes para tratar da melhor forma possível um doente vítima de um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Coordenado por Miguel Rodrigues e Liliana Pereira, “A via verde do AVC em 9 perguntas” é um curso, organizado pela Sociedade Portuguesa do AVC, que pretende dar “conhecimento dos protocolos de atuação e celeridade na obtenção da história, exame objetivo e exames complementares são fundamentais para decidir sobre a utilização de tratamentos de trombólise e trombectomia”.

“Como comunicar no pós-AVC com o doente que não consegue falar” é uma formação coordenada por Paula Valente e Assunção Matos que pretende “capacitar e treinar os profissionais de saúde para saberem comunicar melhor com sobreviventes de AVC com qualquer grau e tipo de afasia e/ou com perturbações da fala, através do uso das técnicas/ferramentas comunicativas propostas pelo método Supported Conversation for Adults With Aphasia (SCA)”.

Com ”Técnicas ultrassonográficas para guiar decisões terapêuticas na UAVC”, e sob coordenação de Alexandre Amaral e Silva e João Sargento Freitas, este é um curso que visa discutir temas como “A placa carotídea extracraniana, monitorização ecográfica multimodal e integração com achados angiográficos”, “Microêmbolos espontâneos e em pesquisa de shunt direito-esquerdo: aplicabilidade clínica – Socorro Piñeiro” ou “Estudos neurossonológicos na era da angio-TAC: como enquadrar, interpretar e utilidade – Denis Gabriel”.

Estes são alguns dos cursos do 17.ª Congresso Português do AVC, saiba mais sobre o programa do evento aqui.

 

yCTS 2023: Curso Introdutório ao Internato de Formação Específica em Cardiologia decorre já em fevereiro

O Young Cardiology Training Sessions 2023 vai decorrer no dia 2 de fevereiro, no centro de simulação biomédica da Universidade de Coimbra e de 3 a 4 de fevereiro no hotel Dona Inês Congress Center de Coimbra.

Este Curso Introdutório ao Internato de Formação Específica em Cardiologia vai explorar temas como: Cardiologia em Portugal e na Europa; Abordagem de Dor Torácica; Arritmologia ou Insuficiência Cardíaca – Problem Based Learning.

Saiba mais sobre o programa do evento, aqui.

Curso prático de atualização em hipertensão proporciona aquisição de ferramentas diagnósticas e terapêuticas

Direcionado para especialistas e internos de Formação Específica de Medicina Geral e Familiar, Medicina Interna e Cardiologia, o Curso prático de atualização em hipertensão conta com a coordenação de António Pedro Machado, especialista em Medicina Interna, com o intuito de “aprofundar os conhecimentos na avaliação, acompanhamento e tratamento da pessoa hipertensa no âmbito da sua consulta”.

“Este curso tem uma vertente prática e interativa que visa estimular a troca de experiências e o esclarecimento de dúvidas de modo a permitir a aquisição e atualização de conhecimentos no diagnóstico, avaliação e tratamento da pessoa hipertensa”, salienta António Pedro Machado.

As inscrições estão disponíveis até 27 de janeiro.

Saiba mais acerca deste curso prático, aqui.

 

 

Níveis elevados de lipoproteína(a) em pessoas com hipertensão poderão ter impacto no risco de doença cardiovascular

De acordo com um estudo publicado recentemente no Hypertension, um Jornal da American Heart Association, níveis elevados de lipoproteína(a) podem estar associados a um risco 18 a 20% maior de doença cardiovascular entre pessoas com hipertensão arterial.

O investigador principal do estudo, Rishi Rikhi, explica que “a hipertensão arterial é um conhecido fator de risco para doenças cardiovasculares (DCV), e que a lipoproteína(a) é um tipo de colesterol “mau” hereditário que pode levar igualmente a DCV”. “Descobrimos que entre as pessoas com hipertensão que nunca sofreram um acidente vascular cerebral (AVC) ou ataque cardíaco antes, a lipoproteína(a) parece aumentar o risco de DCV e o de um evento cardiovascular importante, como o ataque cardíaco ou o AVC”.

Estes novos dados vão ao encontro dos resultados de estudos anteriores que demonstraram que quando uma pessoa tem hipertensão ou dislipidemia, o risco de DCV aumenta substancialmente, e vem colmatar o menor volume de informação sobre o quanto a lipoproteína(a) pode afetar o risco de DCV entre pessoas com hipertensão.

Para este trabalho, os investigadores utilizaram dados de saúde do Multi-Ethnic Study of Atherosclerosis (MESA), um estudo comunitário que se encontra a decorrer nos EUA sobre DCV subclínicas, ou seja, doença que é diagnosticada antes que haja sinais e sintomas clínicos. O estudo MESA teve início no ano 2000 e incluiu sete mil adultos de seis locais diferentes dos EUA que, no momento da inclusão, estavam livres de DCV.

Assim, os investigadores utilizaram dados de 6.674 participantes do MESA que tiveram níveis de lipoproteína(a) e pressão arterial avaliados e para os quais havia dados documentados de eventos de DCV ao longo dos exames de seguimento nos anos 2001, 2003, 2004, 2006, 2010, 2017, e também de entrevistas telefónicas a cada 9 a 12 meses para recolha de dados provisórios sobre novos diagnósticos, procedimentos, internações e óbitos. 

Em termos de resultados globais, 809 dos participantes sofreram um evento de DCV e os níveis de lipoproteína(a) tiveram um efeito no status de hipertensão que foi estatisticamente significativo. Os investigadores, que para avaliarem a potencial correlação entre hipertensão e lipoproteína(a) no desenvolvimento de DCV categorizaram os participantes em grupos, observaram que:

  • Quando comparado ao grupo 1 (baixos níveis de lipoproteína(a) e sem hipertensão), o grupo 2 (níveis mais altos de lipoproteína(a) e sem hipertensão) não apresentou risco aumentado para eventos de DCV;
  • Menos de 10% do grupo 1 (7,7%) e grupo 2 (8%) tiveram eventos de DCV;
  • Os participantes dos grupos 3 e 4, todos com hipertensão, demonstraram um aumento estatisticamente significativo no risco de eventos de DCV quando comparados aos do grupo 1;
  • Aproximadamente 16,2% das pessoas do grupo 3 (níveis de lipoproteína(a) mais baixos e hipertensão) tiveram eventos de DCV e 18,8% dos participantes do grupo 4 (níveis de lipoproteína(a) mais altos e hipertensão) tiveram eventos de DCV.

Segundo Rishi Rikhi, investigador principal do estudo e cardiovascular medicine fellow no Atrium Health Wake Forest Baptist Medical Center (Winston-Salem, Carolina do Norte), percebeu-se que “a quantidade esmagadora de risco cardiovascular nesta população diversa parece ser devido à hipertensão”. “Além disso, indivíduos com hipertensão apresentaram risco cardiovascular ainda maior quando a lipoproteína(a) estava elevada”, acrescentou, concluindo: “O facto de a lipoproteína(a) parecer modificar a relação entre hipertensão e DCV é interessante e sugere interações ou relações importantes para hipertensão, lipoproteína(a) e doenças cardiovasculares, sendo necessária mais investigação sobre este assunto”.

Conheça melhor todos os pormenores deste estudo em https://bit.ly/3VOvfhB.

Luís Bronze: “Expectativas elevadas” para o congresso que dá destaque à hipertensão arterial

Luís Bronze, presidente do 17.º Congresso Português de Hipertensão e Risco Cardiovascular Global destaca a hipertensão arterial como uma pandemia, tendo em conta “os números avassaladores de adultos, entre os 18 e os 80 anos, hipertensos”, sendo esta uma condição afetada pela idade e pela genética. O evento decorre de 9 a 12 de fevereiro no Grande Real Santa Eulália, no Algarve. Dada a pertinência do tema, as expectativas revelam-se elevadas quanto ao “número de simpósios, stands da indústria e número de convidados”.

Este é um congresso pensado para abranger profissionais da Cardiologia ou da Medicina Interna, mas a grande maioria serão da Medicina Geral e Familiar (MGF). No que concerne aos temas, Luís Bronze refere que os inquéritos realizados “servem para as pessoas abordarem os seus temas e, por isso, existem alguns que se repetem e outros que são novidade”. Começando pelo diagnóstico, “as grandes novidades são os aparelhos que avaliam a pressão arterial sem manga de pressão, isto é, aparelhos eletrónicos que avaliam a pressão arterial sem a tradicional manga”, a cargo do especialista Michel Burnier.

Em relação à terapêutica, a atenção prende-se ao movimento iniciado pelo espanhol Ramón C Hermida, intitulado de TIME, que afirma que não há benefício em medir a pressão arterial e que a medicação para a pressão arterial deve ser tomada à noite, fazendo disso um axioma”, algo que no entender de Luís Bronze “é um tema polémico” com vista a ser discutido no congresso.

“O ponto da situação da obesidade em Portugal” será o tema da conferência de encerramento. “Nos últimos anos, alguns autores, e eu sou um deles, consideram, por haver uma relação direta da hipertensão e da obesidade, que as pessoas que têm hipertensão e são obesas, que têm hipertensão e que a hipertensão é secundária à obesidade. E por isso, este ano, temos também, o presidente da sociedade portuguesa de obesidade, e damos muita importância à obesidade…eu, em termos clínicos, desconfio sempre quando alguém é obeso e não é hipertenso, isto porque têm uma relação direta.”

À semelhança de outras edições, também este ano haverá sessões organizadas em conjunto com especialistas de outros países, tais como o simpósio Luso-Brasileiro e o simpósio Luso-Húngaro. No caso Luso-Brasileiro “existem ligações políticas, militares e, em termos pessoais, a língua é a mesma, portanto, essa conexão é muito íntima entre os dois povos”. “Do mesmo molde que alguém que temos alguém da SPH que vai ao Brasil, também vêm do Brasil até às nossas atividades”.

No caso da relação Luso-Húngara, “prende-se com a semelhança de padrões, sobretudo, no que concerne à semelhança da taxa de envelhecimento”. Além disso, “tudo passou para relação pessoal entre os vários presidentes das Sociedades, e a relação tem-se mantido. Nesse sentido, “nós vamos fazer um simpósio lá e eles vão fazer um simpósio cá”. “A relação manteve-se porque é mutuamente benéfica em termos das sociedades europeias, o que é uma aliança em que ambas se potenciam. Digamos que cada sociedade usa a outra como uma porta, também, para a europa.”

Além dos temas relacionados com a hipertensão, nomeadamente desde a infância à velhice, existem outros com “grande evolução” e que, por isso, merecem o devido destaque, tais como a diabetes ou a disfunção erétil.

O 17.º Congresso Português de Hipertensão e Risco Cardiovascular Global decorre entre os dias 10 e 13 de fevereiro de 2023 no Grande Real Santa Eulália, no Algarve.

Saiba mais sobre o evento aqui.

Entidades internacionais de Cardiologia pedem ação global para alterar a forma como os ensaios clínicos randomizados são desenhados

“O modelo atual de ensaios clínicos randomizados deve ser redesenhado para o século XXI”. Esta foi uma declaração conjunta publicada simultaneamente, no passado mês de dezembro, pela European Society of Cardiology (ESC), pela American Heart Association (AHA), pela World Heart Federation (WHF) e pelo American College of Cardiology (ACC) nos principais jornais das respetivas quatro organizações, European Heart Journal, Circulation, Global Heart e Journal of the American College of Cardiology.

Franz Weidinger, presidente da ESC, lembra que “os estudos randomizados são o gold standard para avaliação de novas terapêuticas e melhoria na abordagem ao doente”. “No entanto, o custo e a complexidade dos testes estão a tornar-se proibitivos e o modelo atual é insustentável”, defende, salientando ainda que “a Cardiologia forneceu a base para uma era de ensaios clínicos altamente bem-sucedidos” e, por isso, “está bem posicionada para liderar o caminho da modernização”.

No artigo conjunto pode ler-se que “sem esforços sustentados para aumentar a aplicação de abordagens simplificadas e um ambiente regulatório mais favorável para aqueles que optam por gerar evidências randomizadas (em vez da abordagem adversária que costuma ser adotada em auditorias regulatórias), os doentes sofrerão de importantes questões clínicas que não serão tratadas de forma confiável porque os ensaios, ou são muito pequenos, ou, devido a excessivos obstáculos financeiros ou burocráticos, nunca serão realizados”.

Para Fausto Pinto, agora presidente cessante da WHF, “a pandemia [COVID-19] reforçou o valor da tecnologia digital na saúde e demonstrou o poder das parcerias na saúde global”. “Também mostrou a importância do uso de ferramentas digitais para melhorar a organização, desenvolvimento e implementação de ensaios clínicos, essenciais para impulsionar a inovação na assistência e enfrentar desafios inesperados, como uma pandemia”, afirma, acrescentando: “O futuro da investigação clínica precisa de ser cuidadosamente adaptado para encarar os vários desafios a enfrentar e a tecnologia digital certamente desempenhará um papel importante”.

Por sua vez, Michelle A. Albert, presidente da AHA, declara que, “com este documento, as quatro entidades desejam envolver-se no desenvolvimento de orientações que permitam o uso mais amplo de dados do mundo real, armazenados em registos eletrónicos de saúde de rotina, para conduzir os ensaios indispensáveis para melhorar a abordagem ao doente, além de responder às necessidades médicas não atendidas”. Mais ainda, “ensaios clínicos pragmáticos, que permitem flexibilidade enquanto promovem a inovação, são necessários para atender às necessidades de saúde de diferentes grupos raciais, étnicos e socioeconómicos. “Esta orientação também é uma oportunidade de observar de perto a implementação no mundo real de práticas de cuidados destinadas a melhorar a equidade na saúde”, sublinha.

Nas palavras do presidente do ACC, Edward T. A. Fry, “ensaios clínicos como o Apple Heart Study, juntamente com muitos outros conduzidos durante a pandemia COVID-19, mostraram que é possível realizar estudos de alta qualidade com segurança, eficiência e eficácia”. “É importante ressaltar que eles também destacaram novas oportunidades para alcançar populações de doentes abrangendo raça e género, status socioeconómico e geografia. Como tal, o ACC, a ESC, a AHA e a WHF apoiam totalmente a adoção das guidelines revistas e apresentadas pela Good Clinical Trials Collaborative (GCTC), e que mantêm as melhores partes das diretrizes de ensaios clínicos existentes, ao mesmo tempo que reconhecem as novas inovações e tecnologias disponíveis para investigadores dos ensaios clínicos, tanto para agora como para o futuro”, enaltece. 

Leia o documento na íntegra em https://bit.ly/3X1uwdR

Heart Team 2023 decorre já no final deste mês

O Grupo de Estudo de Insuficiência Cardíaca da Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC) vai realizar a sua reunião anual entre 26 e 28 de janeiro de 2023, no Centro de Congressos do Porto Palácio, no Porto.

“Os Portugueses e a Insuficiência Cardíaca”; “A problemática da adesão à terapêutica na Insuficiência Cardíaca”; “O papel dos biomarcadores na abordagem da congestão na Insuficiência Cardíaca”; “Assistência ventricular de destino e transplantação cardíaca” são alguns dos tópicos em discussão.

O programa pode ser consultado aqui. E a inscrição pode ser efetuada aqui.

Doentes com patologia cardiovascular crónica pedem mais acompanhamento e consultas de rotina

Quase 70 % das pessoas com doenças crónicas em Portugal pedem mais profissionais de Saúde no acompanhamento destas patologias, enquanto 53,5 % pedem mais consultas de rotina dedicadas a este tipo de doenças. Estas são as principais conclusões de um estudo realizado junto de dois mil portugueses com doenças crónicas e apresentado na cerimónia de entrega do Angelini University Award. Entre as doenças crónicas estão as cardiovasculares, respiratórias e autoimunes.

O inquérito realizado pela Spirituc Investigação Aplicada para a Angelini Pharma, com o envolvimento da Ordem dos Médicos e da Ordem dos Farmacêuticos, foi implementado entre setembro e novembro de 2022 e pretende avaliar o impacto da pandemia da COVID-19 nas pessoas com doenças crónicas.

Durante o período pandémico os doentes crónicos mostraram-se preocupados com a sua saúde, nomeadamente, no contexto da sua doença crónica, com mais de metade dos inquiridos a responder com 8, 9 ou 10 numa escala em que 10 significava “muito preocupado”. Foram os inquiridos mais novos os que se mostraram mais preocupados.

Pouco mais de 1/3 dos doentes crónicos inquiridos tiveram dificuldades de acesso a cuidados de saúde relacionados com a sua doença crónica durante a pandemia, sendo a realização de consultas de rotina no centro de saúde e no hospital os aspetos que levantaram mais problemas, para metade dos inquiridos. No caso de quem teve dificuldades no acesso às consultas, as principais consequências foram o adiamento ou mesmo o cancelamento das mesmas pelos serviços de saúde. E ainda que apenas uma pequena parte dos inquiridos tivesse uma cirurgia que foi adiada ou cancelada devido à pandemia, este adiamento/cancelamento teve um impacto relevante na qualidade de vida destes doentes crónicos.

Quem teve dificuldades no acesso a cuidados de saúde relacionados com a sua doença crónica durante a pandemia tentou contorná-las de diversas formas, tendo sido as mais frequentes o recurso à telemedicina, ao médico de família, à farmácia e a médico no sistema privado. A experiência com a telemedicina parece ter sido um recurso com bons resultados, já que a mesma é avaliada em termos médios com 6,87, numa escala em que 1 significava “Experiência muito negativa” e 10 “Experiência muito positiva.”

Os Cuidados de Saúde Primários (CSP) continuaram a ser, durante o período pandémico, a entidade de excelência no acompanhamento e gestão da doença crónica dos doentes inquiridos, seguindo-se os hospitais públicos e as farmácias. No caso dos mais novos, as farmácias superiorizam-se em termos de relevância face aos cuidados de saúde primários.

Os CSP não só foram considerados como os mais relevantes para o acompanhamento e gestão da doença crónica, como são também o local de eleição caso os doentes tenham um problema de saúde relacionado com a sua doença crónica. Mais de metade dos inquiridos considera que as doenças oncológicas são as que representam um maior peso/encargo para o Serviço Nacional de Saúde (SNS), seguidas de doenças infectocontagiosas e cardiovasculares.

De realçar ainda que o período pandémico teve um impacto relevante na qualidade de vida dos doentes crónicos, não só pelo valor médio da escala, mas também pelo facto de mais de 1/3 dos inquiridos ter avaliado este impacto com um nível de 8, 9 ou 10, numa escala em que 10 significava “Impacto muito grande”. É interessante notar que tendencialmente o impacto diminui à medida que o escalão de rendimento aumenta.

Para a realização deste estudo foram feitos 2000 questionários a portadores de doença crónica entre a população portuguesa, com idade superior a 18 anos. A maior parte dos inquiridos tinham doença cardiovascular (27,7 %), doença autoimune (26,3 %) ou doença respiratória (23,7 %).

Estes e outros dados serão partilhados hoje na cerimónia de entrega da 13.ª edição do Angelini University Award (AUA!), que este ano é dedicada à “Gestão dos Danos Colaterais da Pandemia em Pessoas com Doenças Crónicas”.

Dinamizado em Portugal há mais de uma década, o AUA pretende ser um estímulo à inovação e distinção do talento dos jovens universitários na procura de novas soluções com aplicabilidade real para a sociedade. O prémio destina-se aos jovens a frequentar o ensino superior na área da Saúde em Portugal, visando dar oportunidade aos mesmos de colocar em prática os seus conhecimentos mediante um projeto próximo da realidade empresarial e social e com potencial de concretização real.

O Angelini University Award, uma iniciativa promovida pela Angelini Pharma dirigida a jovens a frequentar o ensino superior em Portugal na área da Saúde.

17.º Congresso Português de Hipertensão e Risco Cardiovascular Global: submissão de resumos prolongado até 10 de janeiro

O 17.º Congresso Português de Hipertensão e Risco Cardiovascular Global decorre de 9 a 12 de fevereiro no Grande Real Santa Eulália, no Algarve. A data para submissão de resumos foi prolongada até 10 de janeiro.

O objetivo da reunião passa por cruzar as duas áreas da hipertensão e do risco cardiovascular, trazendo temáticas pertinentes que possibilitem otimizar os cuidados ao doente com este tipo de patologia. “Abordaremos temas como a influência dos fatores ambientais e psicossociais na HTA, a relação, sempre importante, entre a HTA e a idade avançada, e noutro extremo da idade, a Síndrome Cardiometabólica em crianças. Falamos da literacia e saúde, ou a falta dela, especialmente no que diz respeito ao risco cardiovascular, entre muitos outros”, salienta Luís Bronze, presidente do congresso.

“Este ano anunciamos, com forte entusiamo, que além de três prémios monetários, estamos prontos a atribuir até cinco menções honrosas. Consideramos ser esta uma forma justa de premiar a qualidade científica que tem caracterizado os trabalhos apresentados”, refere.

Saiba mais sobre o evento aqui.