XXVIII Congresso Português de Aterosclerose: Cinco dias de trabalhos em formato virtual imersivo

A Sociedade Portuguesa de Aterosclerose (SPA) organiza, entre os próximos dias 12 e 16 de outubro, o XXVIII Congresso Português de Aterosclerose, com o mote “Pontos de viragem na rota do tratamento”.

Devido à pandemia de Covid-19, o evento magno da SPA realiza-se, este ano, em formato digital, uma experiência que o especialista em Medicina Interna e Cardiologia e membro do conselho científico da SPA, Alberto Mello e Silva, reconheceu ao Jornal Médico ser “diferente” e exigir da parte da organização “um esforço acrescido”. Tudo para que o congresso possa, como habitualmente, ser um espaço privilegiado de troca de experiências entre os clínicos, especialistas e profissionais de saúde que nele participam, bem como uma fonte de atualização sobre as mais recentes novidades na área.

O também presidente do XXVIII Congresso Português de Aterosclerose explica que “à ‘natureza polifatorial e multidisciplinar’ da doença aterosclerótica, a SPA estruturou-se com um conceito integrador para ultrapassar as fronteiras científicas dispersas por várias Sociedades Científicas, propondo à comunidade dedicada ao doente com aterosclerose que se reúna, de 12 a 16 de outubro, no formato de congresso virtual imersivo, pensado para ser o mais familiar possível à nossa experiência de congresso físico”.

O habitual modelo de sessões magnas, palestras, mesas redondas, simpósios será mantido e “o debate será, porventura, ainda mais rico e interessante, pois as novas ferramentas digitais permitem-nos uma interação rápida e assertiva, nas nossas sessões em direto, e em deferido”, adianta Alberto Mello e Silva, salientando que “nada do conhecimento que iremos partilhar, se irá perder”.

O XXVIII Congresso Português de Aterosclerose vai realizar-se com a colaboração da Sociedade Europeia de Aterosclerose (EAS) e da Sociedade Internacional de Aterosclerose (IAS), representadas pelos respetivos presidentes. “Esta colaboração é um elemento enriquecedor a que se junta o contributo de sociedades científicas e associações nacionais parceiras nesta luta em prol do doente com aterosclerose para uma ação concertada da SPA na prevenção e tratamento da aterosclerose e outras doenças e condições associadas, e que se reflete nas temáticas escolhidas para este congresso”, conclui o especialista.

 

Cardiologia com 25 vagas por preencher em nova contratação para o SNS

A Medicina Interna é a especialidade hospitalar que vai receber o maior reforço no âmbito dos concursos para a contratação de 950 médicos para o Serviço Nacional de Saúde (SNS), de acordo com o anúncio feito pelo Ministério da Saúde. Neste mesmo âmbito, são 25 os lugares contemplados para a Cardiologia.

O despacho com a distribuição do contingente das 950 vagas do concurso de 1.ª época dos recém-especialistas nas áreas hospitalares (911) e de saúde pública (39) foi publicado, no passado dia 4 de setembro, em Diário da República.

No mesmo dia, foi também divulgado o aviso com a abertura do concurso para o recrutamento de pessoal médico para a categoria de assistente da carreira especial médica e da carreira médica dos estabelecimentos de saúde de entidade pública empresarial, integrados no SNS.

Em comunicado, a tutela precisou que, do total das 911 vagas para as áreas hospitalares, 151 correspondem à Medicina Interna, 68 à Anestesiologia, 63 à Pediatria, 49 à Psiquiatria, 47 à Cirurgia Geral, 43 à Ortopedia, 31 à Ginecologia/Obstetrícia e 30 à Pneumologia.

Entre as áreas com o maior número de postos de trabalho estão também a Neurologia (29), Radiologia (29), Medicina Física e de Reabilitação (28), Oncologia (26), Cardiologia (25), Oftalmologia (24), Otorrinolaringologia (22) e Patologia Clínica (21).

Ainda entre as áreas com maiores vagas figuram a Gastrenterologia (19), Endocrinologia e Nutrição (17), Infeciologia (15), Nefrologia (14), Dermatovenereologia (13), Urologia (12), Hematologia Clínica (11), Anatomia Patológica (11), Imuno-hemoterapia (11), Pedo-Psiquiatria (11) e Reumatologia (10).

Seguem-se as áreas de Estomatologia (nove), Neurocirurgia (oito), Radioncologia (oito) Medicina do Trabalho (sete), Angiologia e Cirurgia Vascular (sete), Neurorradiologia (sete), Imunoalergologia (seis), Cirurgia Plástica, Reconstrutiva e Estética (seis), Medicina Nuclear (cinco), Cirurgia Pediátrica (cinco) e Cirurgia Maxilo-facial (quatro).

No final da tabela aparecem a Cardiologia Pediátrica (três), cirurgia cardíaca (duas), Cirurgia Torácica (duas), Farmacologia Clínica (uma) e Genética Médica (uma).

De acordo com os dados avançados pelo gabinete de Marta Temido, este concurso representa um aumento de 9,6% dos postos de trabalho face ao ano passado e um acréscimo de 30% nas vagas em comparação com a primeira época de 2016.

A 2 de setembro, a ministra da Saúde havia anunciado a publicação dos concursos para a contratação de 950 médicos para o SNS.

Questionada, na altura, sobre as queixas de alguns hospitais do país de falta de médicos, nomeadamente em Beja, Évora, Santa Maria da Feira e Santarém, a ministra garantiu que têm sido acompanhadas as dificuldades de algumas instituições relacionadas com a carência de profissionais e em particular em algumas especialidades, como a Pediatria.

11.ª Reunião de Unidades de AVC decorre a 18 de setembro em formato virtual

A Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral (SPAVC) organiza, já no próximo dia 18 de setembro, a 11.ª Reunião Nacional das Unidades de AVC. A edição deste ano será em formato virtual, fruto da atual pandemia de Covid-19.

Os permanentes desafios que as unidades de tratamento de AVC, espalhadas um pouco por todo o país, enfrentam, bem como as suas diferenças e especificidades, justificam a partilha regular de experiências entre as equipas que as compõem e, como tal, a organização anual deste evento.

Marcada para as 10 horas de sexta-feira, dia 18 de setembro, a reunião pretende fomentar “um debate aberto e multidisciplinar, uniformizando procedimentos e promovendo a articulação numa ótica de complementaridade, avaliando igualmente os resultados alcançados e definindo estratégias técnico-científicas para o futuro”, pode ler-se no site da SPAVC.

As inscrições já estão abertas – através do email secretariado@spavc.org – e o acesso à plataforma da reunião será disponibilizado aos inscritos uma hora antes do arranque do evento.

Impacto da doença aterosclerótica em destaque no 37.º Encontro de MGF

A Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF) vai promover, no âmbito do 37.º Encontro Nacional de MGF, uma sessão online sobre “Custos e Carga da Doença Aterosclerótica”.

Agendada para as 16h30 do próximo dia 26 de setembro, a sessão será moderada pelo presidente da APMGF, Rui Nogueira, sendo que a apresentação principal ficará a cargo do professor da Catolica Lisbon School of Business and Economics, Miguel Gouveia. No final, haverá um espaço de comentário da responsabilidade do presidente da Administração Regional de Saúde (ARS) de Lisboa e Vale do Tejo (LVT), Luís Pisco, e do diretor do Centro de Investigação de Medicina Baseada na Evidência (CEMBE) da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, António Vaz Carneiro.

A conferência terá por base o estudo “Custo e Carga da Aterosclerose em Portugal”, uma iniciativa do CEMBE, do Centro de Estudos Aplicados da Universidade Católica e da Sociedade Portuguesa de Aterosclerose, que contou com a colaboração da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo, a qual permitiu o acesso ao registo de dados clínicos de adultos com pelo menos uma consulta em cuidados de saúde primários (CSP) no ano de 2016.

“Este estudo teve como objetivos medir e avaliar o impacto da aterosclerose ao nível dos recursos económicos que lhe são afetos bem como quantificar, num índice global (anos de vida ajustados pela incapacidade), os efeitos da aterosclerose na saúde da população portuguesa”, explica Miguel Gouveia.

Estima-se que as diferentes manifestações clínicas da aterosclerose afetem cerca de 740 mil adultos em Portugal Continental. Em 2016 ocorreram 15.123 óbitos por aterosclerose (6.887 por doença cardíaca isquémica, 7.592 por doença vascular cerebral isquémica, 25 por doença arterial periférica e 619 por aterosclerose noutros territórios arteriais), o que corresponde a 14% dos óbitos totais ocorridos em Portugal.

Ainda de acordo com o economista, “o custo global da aterosclerose em 2016 foi estimado em cerca de 1,9 mil milhões de euros. Deste total, 16% resulta de cuidados prestados no contexto dos CSP (consultas e meios complementares de diagnóstico), 16% no ambulatório hospitalar, 10% no internamento, 16% em medicamentos (prescritos em qualquer contexto de saúde) e os restantes 42% por custos indiretos (perda de produtividade por não participação no mercado de trabalho ou absentismo). O custo total atribuído à aterosclerose representou cerca de 1% do PIB e 11% das despesas de saúde em 2016 para Portugal”.

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