ESTeSL recebe dispositivo para diagnóstico simultâneo de doenças cardíacas e do sono

Os alunos e docentes da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa, do Instituto Politécnico de Lisboa (ESTeSL), vão poder adquirir capacidades de utilização de um dispositivo inovador que permite, em simultâneo, o diagnóstico de arritmias cardíacas e de apneias respiratórias. Este equipamento vai ser doado pela empresa MicroPort CRM, com o propósito de apoiar a formação dos futuros licenciados em Fisiologia Clínica e promover a realização de investigação nesta área.

“É uma mais-valia para a ESTeSL ter à sua disposição um equipamento com estas características, permitindo-nos potenciar a resposta naqueles que são os três eixos principais da sua missão: o ensino, a investigação e os serviços à comunidade”, afirma, em comunicado, a professora adjunta de Fisiologia Clínica na ESTeSL, Joana Belo. Sublinha, ainda, que o novo dispositivo “possibilitará aos estudantes a aquisição de competências ao nível da identificação de eventos através da poligrafia e da tecnologia de Holter, aumentando as oportunidades de aprendizagem na componente de prática-laboratorial”.

A capacidade de diagnóstico simultâneo resultará, “na otimização de recursos, uma vez que é possível a realização de dois exames num único período de utilização; e ainda perceber a interação entre patologias do foro cardiológico, como as arritmias cardíacas, e do foro respiratório/sono, como é o caso da síndrome de apneia do sono”.

Enfrentar o futuro partilhando saberes no XXIX Congresso Português de Aterosclerose

O XXIX Congresso Português de Aterosclerose está agendado para 15 e 16 de outubro e terá um modelo híbrido, sendo que presencialmente decorrerá na Figueira da Foz. Sob o lema “Enfrentar o futuro partilhando saberes”, o propósito da Sociedade Portuguesa de Aterosclerose (SPA) é promover o debate em torno dos temas que se relacionam com a aterosclerose.

“A diversidade das disciplinas científicas que lidam com a aterosclerose e suas complicações obriga-nos a este momento de reflexão. O saber partilhado, estruturalmente integrador, capacita-nos e torna-nos mais fortes na luta sem tréguas contra a doença aterosclerótica”, sublinha a comissão organizadora.

Com convidados portugueses e estrangeiros, o programa científico incluirá sessões, mesas-redondas, simpósios e conferências.

“A variedade dos temas que em breve detalharemos e a qualidade dos palestrantes criam expectativas de atratividade e afluência que nos responsabilizarão ainda mais”, revelam os responsáveis do evento.

Agendada 12.ª Reunião Anual da Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular

A Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC) vai realizar a sua Reunião Anual, de dia 14 a 16 de outubro, num formato híbrido, ou seja, com opções de participação presencial e online.

Ao assinalar que ano 2020 e início de 2021 representam tempos difíceis trazidos pela pandemia da COVID-19, levando “a ajustes na nossa forma de comunicação e na nossa forma de reunir”, a comissão organizadora da Reunião Anual da APIC vê, ainda assim, constituir-se “uma oportunidade de mudança e de crescimento na utilização de plataformas digitais”.

Uma oportunidade, igualmente, para “rever as últimas atualizações científicas na área da cardiologia de intervenção, abordar técnicas inovadoras e partilhar conhecimento e experiência entre médicos, enfermeiros e técnicos que exercem atividade nesta área”, revela a APIC.

Na reunião vão estar presentes “peritos internacionais de renome que partilharão o seu conhecimento científico e técnico” e serão abordados e discutidos de forma construtiva “alguns dos desafios do presente e futuro da saúde cardiovascular”, além do modo “como a nossa comunidade científica se pode posicionar e organizar”.

A inscrição no evento online será gratuita e aberta a todas as especialidades médicas e categorias profissionais. O formato presencial terá vagas limitadas, a preencher por convites enviados aos centros de hemodinâmica.

Pode ser consultada mais informação aqui.

CHMT já faz implantes de microdispositivos para monitorização cardíaca

O Serviço de Cardiologia do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) implantou, pela primeira vez, microdispositivos para monitorização cardíaca.

Os microdispositivos constituem uma técnica diferenciada, que vem reforçar a panóplia de meios disponíveis pelos profissionais do departamento de Arritmologia do Serviço de Cardiologia do CHMT.

De acordo com o Hospital, o novo implante “é ideal para doentes com problemas cardíacos que originam síncopes e que, por isso, precisam de monitorização de longo prazo e contínua por parte do médico assistente”.

Já o diretor do Serviço de Cardiologia, David Durão, assinala que a implantação destes devices realizada no CHMT representa “uma mais-valia”, traduzida num “acréscimo de diferenciação” para esta Unidade, mas é, sobretudo, “uma mais-valia para os doentes cardíacos, que desta forma, ao estarem monitorizados e acompanhados, evitam deslocações às urgências hospitalares”.

Estes dispositivos são colocados debaixo da pele através de “uma pequena incisão de menos de 1 cm no lado superior esquerdo do tórax e, quando implantados, são frequentemente quase impercetíveis a olho nu”.

O CHMT esclarece que os devices permitem uma vigilância diária do ritmo cardíaco até um período de três anos (detetor de eventos subcutâneo), dis positivos estes que comunicam com um aparelho (via wireless) ligado à corrente elétrica de casa e que transmite informação diretamente ao médico ou para a equipa do hospital (monitorização remota), sempre que se verifica uma ocorrência importante.

Além disso, são também, “um auxiliar diagnóstico de grande valia no esclarecimento da causa da síncope, nomeadamente quando surge com grandes intervalos de tempo entre os episódios, mas que pode estar associada a potencial risco de vida”.

O primeiro microdispositivo foi colocado no CHMT, a 22 de março, e desde então, já realizados com sucesso quatro implantes, estando marcada mais uma intervenção para o dia 24 de junho.

Intervenção coronária percutânea em bifurcações em debate na 24.ª edição do D@CL

A questão está lançada. “Intervenção coronária percutânea em bifurcações. Quanto mais simples melhor?” para refletir e abrir caminho a respostas, na 24.ª edição do Day at the CathLab (D@CL), dinamizada pela Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC), já no próximo dia 18 de junho. O evento, presencial, terá lugar no laboratório de hemodinâmica do Hospital de São Teotónio/ Viseu.

“Como é habitual, pretende-se que o contacto com a técnica seja o mais próximo possível, com o laboratório de hemodinâmica a funcionar como se de um dia normal se tratasse”, adianta a APIC, em comunicado.

Vai decorrer também uma sessão de Bring Your Own Case, onde a APIC desafia os participantes a levarem “casos já efetuados no seu centro ou que ainda não tenham sido tratados” e que gostavam de discutir nesse dia.

Para consultar o programa do evento clique aqui.

Cardiologistas defendem que a telemedicina deve manter-se

O presidente da Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC), Lino Gonçalves, defende que a telemedicina, que cresceu com as exigências da pandemia, deve manter-se. Relembrou que a questão crítica nas consultas é definir quais os doentes que podem ser seguidos à distância.
Por favor faça login ou registe-se para aceder a este conteúdo.

SPH promove 3.ª Semana da Hipertensão com webinares temáticos

A Sociedade Portuguesa de Hipertensão (SPH) assinala a 3.ª Semana da Hipertensão, de 16 a 24 de maio, com o propósito de sensibilizar a sociedade para o tema e alertar para a importância da prevenção e do tratamento adequado da doença.

Por favor faça login ou registe-se para aceder a este conteúdo.

Patrocínio

Os dados, opiniões e conclusões expressos nesta publicação são da exclusiva responsabilidade do(s) seu(s) autores e não representam necessariamente os de Bial, não podendo, em caso algum, ser tomado como expressão das posições de Bial. Bial não se responsabiliza pela atualidade da informação, por quaisquer erros, omissões ou imprecisões.