Entrevistas

Clínicos devem ser agentes ativos na mudança de hábitos de prevenção das DCV

Sal, falta de atividade física e obesidade, são uma tríade de peso para aumento do risco de doenças cardiovasculares (DCV), nomeadamente a hipertensão. Pelo que o 16.º Congresso Português de Hipertensão dedicou uma mesa redonda a estes três fatores, sob moderação de Helena Febra, da Unidade de Saúde Familiar de São Julião.

Quanto às abordagens preventivas na HTA, a especialista de Medicina Geral e Familiar (MGF), considera que o desafio passa pela mudança de hábitos e estilos de vida. Uma atitude que deve ser incentivada pelos especialistas de MGF, Cardiologia e Endocrinologia, comentou a moderadora à margem do evento.

No entanto, as recomendações dos clínicos devem ser apoiadas com políticas que favoreçam a manutenção destas mudanças positivas. Para tal, Helena Febra apela à criação de medidas políticas, legais e sociais, tão diversas como a correta rotulagem dos alimentos; a aprovação de fármacos dirigidos à obesidade; a criação de zonas de prática de atividade física, bem como a sua prescrição, e o acompanhamento de equipas multidisciplinares em centros de saúde e hospitais.

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