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D@CL: Cardiologistas de intervenção partilham conhecimento

“Utilização de Suporte Circulatório Mecânico em Angioplastia de Alto Risco”. Este é o tema na ordem do Day at the Cath Lab (D@CL), iniciativa formativa da Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC), agendada para 14 de setembro, no Laboratório de Hemodinâmica do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra.

“Cerca de 50 por cento das angioplastias são realizadas em contexto de síndromes coronárias agudas e os outros 50 (…) em síndromes coronárias crónicas. Alguns destes doentes têm risco elevado”, com ligação quer à “complexidade do tratamento coronário”, quer também à complexidade clínica, explica, em comunicado, o coordenador do Laboratório de Hemodinâmica do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra.

Além da situação clínica de risco de muitos doentes, Marco Costa assinala que, por vezes, a própria angioplastia é, igualmente, um procedimento muito complexo, obrigando a técnicas especiais, também elas, mais arriscadas. “Sempre que possível, devemos tratar estes casos de forma eletiva, preparando-os antecipadamente e discutindo-os em heart team. Temos de ponderar outras possibilidades de tratamento, nomeadamente cirúrgicas, pensar no melhor suporte farmacológico e, depois, propor o melhor tratamento ao doente e aos familiares”, esclarece.

O cardiologista de intervenção e responsável pela iniciativa D@CL da APIC, Carlos Braga, releva os avanços na Medicina em geral e na Cardiologia em particular, que vêm permitindo aumentar a esperança média de vida da população. “Como consequência, cada vez é mais frequente realizarem-se procedimentos de intervenção coronária percutânea em doentes idosos ou com (…) comorbilidades, que apresentem doença coronária complexa e um elevado risco cirúrgico”. E, fundamentando, nestas circunstâncias, “os dispositivos de suporte circulatório mecânico são um complemento fundamental à revascularização percutânea”, proporcionando um ato médico “mais seguro e eficaz”.

Carlos Braga avança que “o D@CL pretende promover ações de formação práticas e dinâmicas, com o objetivo de adquirir ou partilhar conhecimento em procedimentos inovadores e complexos. É uma iniciativa que também permite aos cardiologistas de intervenção conhecerem o dia a dia de um laboratório de hemodinâmica do País, num ambiente informal, hands on e de proximidade”.

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