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Estudo aponta para duplicação do número de hipertensos em 30 anos

Segundo um estudo, publicado na revista médica britânica The Lancet, nos últimos 30 anos, o número de hipertensos duplicou, à escala mundial, para 1,27 mil milhões, sendo que em 2019, 720 milhões de pessoas continuavam por tratar.

Liderado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Imperial College London, o trabalho apresentou estimativas globais sobre prevalência, diagnóstico, tratamento e controlo da hipertensão a partir da análise de dados de 1.201 estudos realizados entre 1990 e 2019, envolvendo 104 milhões de pessoas.

Na lista de 10 países, Portugal surge destacado “com as mais altas taxas de tratamento de mulheres hipertensas em 2019, (…) 71%, enquanto Moçambique apresenta as mais baixas taxas de tratamento” reportadas a ambos os sexos.

De acordo com a metanálise, o número de hipertensos passou de 648 milhões, em 1990, para 1,27 mil milhões, em 2019. Os autores apontam que esse aumento reflete o crescimento e o envelhecimento da população.

O artigo realça que, apesar de a hipertensão ser simples de diagnosticar, em 2019, quase metade das pessoas no mundo desconhecia a sua condição, por falta de diagnóstico e na sua maioria não foram tratadas”.

O trabalho sublinha, ainda, que a redução da tensão arterial pode diminuir o número de episódios de AVC (35%-40%), ataques cardíacos (20%-25%) e insuficiência cardíaca (cerca de 50%).