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Estudo conclui que dieta à base de vegetais reduz em 52% o risco cardiovascular

Um novo estudo, publicado no Journal of the American Heart Association, mostrou que é possível confirmar a eficácia do consumo regular de alimentos mais nutritivos, sobretudo de vegetais, na redução do risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares (DCV) em todas as idades.

O objetivo desta investigação foi analisar a associação de uma dieta à base de vegetais e a ocorrência de doenças cardíacas em 4946 adultos.

Os participantes tinham idades compreendidas entre os 18 e os 30 anos, no momento da inscrição do estudo (entre 1985 e 1986), e não apresentavam qualquer doença cardiovascular na altura. Estes foram sujeitos a oito exames de acompanhamento entre 1987 e 2016, os quais incluíram testes de laboratório, medições físicas, registos de saúde a avaliações de fatores de estilo de vida.

Após entrevistas detalhadas sobre o histórico da sua dieta, a respetiva qualidade dos hábitos alimentares de cada participante foi avaliada com base no Índice de Qualidade da Dieta composto por 46 grupos de alimentos nos anos 0, 7 e 20 do estudo. Os grupos de alimentos foram classificados em alimentos benéficos (frutas, vegetais, leguminosas), adversos (batatas fritas, carnes vermelhas gordas, salgados, doces e refrigerantes) e neutros (batatas, carnes magras e mariscos).

Depois de associarem valores mais elevados a uma dieta nutricionalmente rica e centrada em plantas, os especialistas confirmaram que durante os 32 anos de acompanhamento, 289 dos participantes desenvolveram DCV. A acrescentar, que as pessoas que pontuaram entre os 20% melhores no valor da qualidade da dieta tiveram um risco reduzido em 52% de desenvolverem DCV.