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Francisco Araújo: “Só há doença aterosclerótica existindo colesterol”

“A boa terapêutica é fundamental, na gestão da doença crónica”. Esta foi uma das ideias defendidas pelo médico especialista em Medicina Interna e vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Aterosclerose (SPA), Francisco Araújo, num webinar recentemente organizado pelo Jornal Médico sobre colesterol e Covid-19.

Embora não reconheça que o colesterol elevado signifique que uma pessoa terá maior risco de contrair a doença provocada pelo novo coronavírus, sublinha que, em caso de infeção, este é um fator que condiciona maior risco de ocorrência de um evento cardiovascular ou de uma complicação da própria Covid-19.

Neste âmbito, o especialista recordou que dois terços da população portuguesa têm níveis de colesterol elevado e destaca-o como o “inimigo principal” da doença aterosclerótica e como o “fator de risco mais importantes de todos”, do ponto de vista da cardiopatia isquémica.

Num balanço do último mês e meio, Francisco Araújo frisou a quebra de 200 mil urgências, um número que descreve como sendo “extremamente significativo” e que, a par com o abandono da medicação, contribuiu para o aumento da mortalidade.

Após destacar que, mesmo perante uma pandemia, não se pode descurar todas as doenças de base, como a dislipidemia, o vice-presidente da SPA terminou a sua intervenção com uma mensagem positiva: “Estamos todos disponíveis para dar a volta a isto, mais uma vez”.

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