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Interligação dos cuidados de saúde no diagnóstico precoce e seguimento de doentes com IC em discussão

No dia 17 de março de 2022, a Associação de Apoio aos Doentes com Insuficiência Cardíaca divulga uma sessão de esclarecimento online, com o tema “Interligação entre os Cuidados Primários e as Clínicas de Insuficiência Cardíaca Hospitalares”. A iniciativa, que terá início pelas 21h00, no Facebook e site da Associação, promove o debate em torno de uma abordagem multidisciplinar na prevenção da doença e respetivo acompanhamento hospitalar do doente para que se possa minimizar o impacto na saúde pública.

“A interligação entre os cuidados primários e as clínicas de insuficiência cardíaca hospitalares, é de primordial importância quer no diagnóstico precoce quer no seguimento dos doentes. A existência de um contacto direto entre as duas Instituições, permite a rápida referenciação dos doentes, a realização de exames complementares de diagnóstico e um atempado início de terapêutica, que como sabemos aumenta a sobrevivência e melhora a qualidade de vida”, explicou Maria José Rebocho, em antecipação da sessão.

O webinar será dividido em duas partes, sendo que a primeira parte será composta por uma discussão sobre a importância da integração dos cuidados primários e hospitalares para a prevenção e gestão da insuficiência cardíaca. Entre os oradores estão Nuno Jacinto, presidente da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, Sara Gonçalves, cardiologista responsável da Unidade Integrada de Insuficiência Cardíaca (UNNICA) do Centro Hospitalar de Setúbal, Madalena Rodrigues, médica de MGF, com a moderação de Maria José Rebocho, cardiologista e membro do Conselho Científico da AADIC;

A segunda parte será dedicada aos doentes, com o testemunho de vida do doente Fernando Almeida e com a participação da audiência, onde dúvidas e questões serão devidamente respondidas e esclarecidas pelos oradores da sessão.

Para a especialista Sara Gonçalves “tornar o diagnóstico o mais precoce possível, melhorar a terapêutica instituída ao nível dos cuidados de saúde primários e melhorar a referenciação é o grande objetivo dos cardiologistas”.

Nuno Jacinto frisa que “o médico de família tem um papel central na gestão do doente com insuficiência cardíaca. Desde o diagnóstico clínico aos cuidados paliativos, passando pela gestão da terapêutica e pela articulação com os colegas hospitalares, o médico de família faz um acompanhamento de proximidade ao longo de todas as fases da doença, o que permite melhorar o prognóstico e aumentar a qualidade de vida dos doentes com insuficiência cardíaca.”

Este webinar é uma iniciativa que visa aumentar a literacia em saúde e promover o debate em torno das consequências da má interligação entre os cuidados de saúde na gestão da insuficiência cardíaca em Portugal e o impacto de uma pandemia na prestação dos cuidados de saúde diferenciados.