Atualidade

Software progride qualidade prestada nos Cuidados de Saúde entre profissionais e doentes

A empresa UpHiil desenvolveu um software inovador com o intuito de melhorar a qualidade e eficiência dos cuidados de saúde, congregando, deste modo, funcionalidades relacionadas com a comunicação entre os profissionais e os doentes, incluindo a automatização de tarefas. O produto está atualmente a ser utilizado em seis hospitais nacionais.

Tendo como objetivo a melhoria da qualidade de saúde capacitando os especialistas nos momentos de decisão, foram já desenvolvidos pela empresa cem algoritmos clínicos que funcionam como um GPS para guiar as ações das equipas de saúde e fornecerem, em tempo real, orientações detalhadas sobre a melhor forma de abordar cada patologia.

“Esta é a ponte que faltava para ligar os profissionais de saúde aos doentes e libertá-los de tarefas repetitivas, burocráticas e de baixo valor acrescentado, que são, simultaneamente, fator de frustração e exaustão. O software monitoriza a evolução de sintomas ao longo do tempo, interpreta os resultados, identifica sinais de alerta, avisa as equipas e automatiza algumas ações recomendadas”, explica Eduardo Freire Rodrigues, cofundador e CEO da UpHill.

Na prática, a solução desenvolvida pela empresa tecnológica permite que vários profissionais acedam ao estado e progresso do doente em tempo real, tenham sempre a informação necessária para tomar decisões e acompanhem o doente fora dos serviços de saúde, sem que isso signifique passar mais horas ao telefone ou a enviar emails. Além de automatizar estas tarefas, que ficam a cargo do software, a tecnologia desenvolvida pela UpHill garante também que toda a informação recolhida é contextualizada e utilizada para identificar situações de agravamento da doença e antecipar ações, como o agendamento de consultas, ajuste terapêutico ou encaminhamento do doente para o serviço de saúde mais adequado.

Segundo os dados da Administração Central de Serviços em Saúde (ACSS), no ano passado, ficaram por realizar meio milhão de consultas no Serviço Nacional de Saúde (SNS). A atividade aumentou e o tempo de espera diminuiu face aos anos anteriores, mas apenas porque houve menos doentes a procurar estes serviços – registaram-se menos 85 mil pedidos de consultas face a 2019. Simultaneamente, somam-se os relatos sobre doentes que chegam aos hospitais em estados mais graves, resultado do atraso nos rastreios e nas consultas: só no caso do cancro, as estimativas apontam para mais de quatro mil doentes com por diagnosticar.

“É essencial que os hospitais tenham um papel ativo na resolução de um problema que é crítico, centrem os cuidados nas pessoas e facilitem o trabalho das equipas de saúde. A tecnologia tem que potenciar a capacidade dos profissionais de saúde – que são poucos, estão exaustos e sobrecarregados – e não atrapalhar, para que estes se possam concentrar naquilo que é mais importante e diferenciador: cuidar dos seus doentes. Neste cenário, a UpHill representa a diferença entre fazer uma viagem planeada, previsível e segura, assistida por copilotos em tempo real, ou percorrer uma rota em zig-zag à mercê de curvas e contracurvas, avanços e recuos de caminhos fragmentados em que a única garantia da chegada ao destino é trabalho sobre-humano do condutor.”, conclui.

Patrocínio

Os dados, opiniões e conclusões expressos nesta publicação são da exclusiva responsabilidade do(s) seu(s) autores e não representam necessariamente os de Bial, não podendo, em caso algum, ser tomado como expressão das posições de Bial. Bial não se responsabiliza pela atualidade da informação, por quaisquer erros, omissões ou imprecisões.