Atualidade

SPAVC manifesta preocupação pelo encerramento da Via Verde do AVC em hospitais portugueses

A Sociedade Portuguesa Do Acidente Vascular Cerebral (SPAVC), organização científica que agrega médicos, outros profissionais de saúde e investigadores dedicados à patologia cerebrovascular, manifestou-se em relação ao encerramento, por períodos ou por tempo indeterminado, do atendimento à Via Verde do AVC em hospitais Portugueses.

O primeiro alerta consiste no facto de o acidente Vascular Cerebral (AVC) ser a principal causa de morte e incapacidade em adultos em Portugal. Sendo o tratamento realizado em situação de emergência médica, o sucesso das intervenções disponíveis extremamente dependente da rapidez da resposta.

A SPAVC ressalva ainda que todos os utentes devem ter acesso ao tratamento e as unidades de AVC nacionais estão distribuídas e organizadas para otimizar a resposta a toda as áreas de Portugal. 

“A opção de redirecionar um doente com AVC agudo para outro hospital, que distará sempre mais de 30 km, representará atraso na prestação de cuidados numa doença emergente, em que o dano causado ao cérebro aumenta por cada minuto sem tratamento”, lê-se em comunicado.

Nesse sentido a manutenção da disponibilidade de atendimento através da Via Verde de AVC “deve ser uma prioridade em todos os hospitais com esta valência e no sistema de saúde como um todo, e assumida como tal pelos conselhos de administração e entidades governamentais”.

O comunicado, emitido pela SPAVC, pretende assim alertar as entidades competentes sobre a necessidade de assegurar o regular atendimento através de Via Verde de AVC e os cuidados em Unidade de AVC em todos os hospitais do país com esta valência.

Perante o comunicado da Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral (SPAVC) o Ministério da Saúde disse que os Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) “continuam a acionar a Via Verde do AVC e a encaminhar os doentes para as Unidades de AVC”. Apenas uma das 34 unidades se encontra em “indisponibilidade momentânea”.

O acionamento da Via Verde do AVC “é a garantia de que utentes com sinais e sintomas de AVC são corretamente assistidos e encaminhados para a unidade hospitalar mais bem preparada para os receber”, diz o Ministério, acrescentando que só este ano o INEM encaminhou 2.322 doentes através da Via Verde do AVC.

No entanto, o Ministério não esconde a possibilidade de constrangimentos pontuais devido a avarias de equipamento ou ausência imprevista em equipas. Ainda assim garantem que nessas situações os doentes são encaminhados para a unidade de AVC mais próxima.

No comunicado, o Ministério admite que, pontualmente, “podem verificar-se constrangimentos em determinado Hospital”, por avaria de equipamento ou ausência imprevista em equipas, por exemplo, e que quando tal acontece os doentes são encaminhados para a unidade de AVC mais próxima.

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