INEM encaminhou uma média de 13 casos por dia para a Via Verde do AVC de janeiro a outubro de 2020

O INEM encaminhou, em média, 13 casos por dia de acidente vascular cerebral (AVC) para a Via Verde do AVC, com um total de 3.982 casos registados e encaminhados para os hospitais desde o início do ano até dia 28 de outubro.

“As estatísticas demonstram que mais de 42% dos casos de AVC ocorreram nos distritos do Porto e Lisboa. O Hospital de Braga (300), o Hospital de São João (275), o Hospital de Santa Maria (274), o Hospital de São José (245) e o Hospital de Penafiel (229) foram as unidades hospitalares que receberam o maior número de casos de AVC encaminhados pelo INEM”, revela uma nota do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), recentemente divulgada.

O INEM reforça que o contexto de pandemia não elimina a “necessidade de os cidadãos continuarem a ligar 112 sempre que se verifique uma situação de doença súbita ou acidente”.

“Falta de força num braço, boca ao lado ou dificuldade em falar são os principais sinais e sintomas que podem indicar a ocorrência de um AVC. Se estes sinais forem reconhecidos, ligar o Número Europeu de Emergência – 112 é a atuação mais adequada, pois a rápida intervenção médica especializada é vital para o sucesso do tratamento e posterior recuperação do doente”, recorda o INEM.

Na nota, o Instituto lembra que o AVC continua a ser uma das principais causas de morte em Portugal e que “as primeiras horas após o início dos sintomas de AVC são essenciais para o socorro da vítima, pois é esta a janela temporal que garante a eficácia dos principais tratamentos”, recomendando um estilo de vida saudável que elimine o tabaco e o sedentarismo como forma de prevenção.

O papel da inteligência artificial no tratamento do AVC em destaque na 18.ª Reunião Anual da SPAVC

É já amanhã, dia 24 de outubro, que se realiza a 18.ª Reunião Anual da Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral (SPAVC), pela primeira vez em formato exclusivamente virtual. Manter uma ligação regular entre todos os profissionais de saúde que lidam com os doentes com acidente vascular cerebral (AVC) é o grande objetivo deste encontro nacional, onde serão debatidos temas atuais no campo da doença vascular cerebral, incluindo a análise de casos clínicos-problema.

“Numa primeira parte vamos falar do futuro do tratamento do AVC”, avançou o membro da direção da SPAVC, Vítor Tedim Cruz, explicando que, “como não podemos falar de tudo, optámos por abordar o papel da inteligência artificial (IA) na estruturação dos cuidados e processos de decisão no AVC e o futuro das estratégias para a recuperação do tecido cerebral lesado”.

Esta primeira sessão contará com a participação de um convidado internacional, o especialista dinamarquês da Universidade de Aharus, Kim Mouridsen, cujo trabalho se tem dedicado à aplicação prática de soluções de IA a processos de neuroimagem e decisão no AVC. “Com ele vamos poder perceber melhor como será o futuro mais próximo e quais as áreas por onde se iniciará esta transformação”, salientou o médico.

“Depois, vamos rever o diagnóstico, a classificação etiológica e a prevenção precoce do AVC. Na sessão final, vamos rever os diferentes tratamentos do AVC hemorrágico e o que pode ser determinante para melhorar o resultado final de um doente”.

Por sua vez, a vice-presidente da SPAVC, Patrícia Canhão, acrescentou que “também haverá a habitual mesa de apresentação de casos clínicos-problema para discussão e partilha de decisões.

No entender da neurologista, “o modelo virtual permite um maior número de participantes, pela facilidade do acesso à reunião e pelo desaparecimento de barreiras geográficas. É uma forma de levar a Reunião da SPAVC a outras audiências que não a conheciam ou não frequentavam, e de captar o seu interesse por esta Sociedade científica e suas atividades”.

A formação dos participantes no diagnóstico, tratamento e prevenção do AVC é apontada pela especialista como a principal meta do evento, para além de “manter uma ligação regular entre todos os profissionais que lidam com doentes com AVC e que há muito se habituaram a frequentar estas reuniões da SPAVC”.

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