APIC alerta para excessos durante época natalícia

“Este Natal dê um presente ao seu coração”. É este o nome da campanha desenvolvida pela Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC) para alertar a população para a importância de cuidar do coração. Pretende relembrar os portugueses de que devem ter cuidado com os habituais excessos durante a época natalícia.

“Sobretudo nesta época festiva, existe uma tendência para serem cometidos alguns excessos alimentares e verifica-se uma redução de alguns hábitos mais saudáveis, contudo é importante que os cuidados regulares com o coração se mantenham”, afirma o presidente da APIC, Eduardo Infante de Oliveira.

E acrescenta: “A época natalícia pode ser um bom pretexto para fazer algumas mudanças no seu estilo de vida, optando por uma alimentação equilibrada, pela prática de exercício físico, mesmo que apenas 10 minutos por dia, e evitando situações de stress e o consumo de álcool e de tabaco.”

Cardiologistas partilham conhecimento sobre tratamento das lesões coronárias calcificadas

A Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC) vai promover a iniciativa formativa Day at the Cath Lab (D@CL), dedicada ao tema “Lesões coronárias calcificadas”, a 26 de novembro, no Hospital de Braga.

O objetivo é fomentar a aquisição e a partilha de conhecimento entre os profissionais com interesse em lesões coronárias calcificadas, num ambiente informal, prático e de proximidade.

“O recurso a uma técnica mais invasiva para tratamento das lesões coronárias calcificadas tem indicações muito específicas, que importa partilhar com os profissionais dos vários centros, de forma a garantir uma maior experiência de todos”, afirma o diretor do Serviço de Cardiologia do Hospital de Braga, Jorge Marques, acrescentando que o grande desafio nesta área (…) é a seleção dos casos. Tratando-se de uma técnica mais invasiva, tem riscos acrescidos ainda que controlados e é, por isso, fundamental uma criteriosa seleção dos casos”.

O cardiologista de intervenção e responsável pela organização do evento, Carlos Braga, explica que as lesões coronárias severamente calcificadas “são um dos principais desafios da Cardiologia de Intervenção”, sendo que para garantir um bom resultado, “a intervenção percutânea nas lesões calcificadas mais complexas exige frequentemente a utilização de diferentes modalidades de diagnóstico e terapêutica, o que torna este tema um excelente alvo para discussão de estratégias, partilha de experiências e interação entre os participantes da iniciativa D@CL.”

Segundo o responsável pela iniciativa, “o D@CL pretende promover ações de formação práticas e dinâmicas, com o objetivo de adquirir ou partilhar conhecimento em procedimentos inovadores e complexos. É uma iniciativa que também permite aos cardiologistas de intervenção conhecerem o dia a dia de um laboratório de hemodinâmica do país, num ambiente informal, hands on e de proximidade.”

Sabe distinguir um enfarte de um AVC?

O presidente da Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC), João Brum da Silveira, apresenta as principais diferenças entre enfarte e acidente vascular cerebral (AVC). Foca-se, ainda, nos sintomas a ter em conta e nas medidas preventivas.

As doenças cardiovasculares são uma das principais causas de morte em Portugal. Tratam-se de doenças que afetam não apenas o coração, mas também os vasos sanguíneos e diferentes órgãos. Destas, as principais responsáveis pela elevada mortalidade e que, por vezes parecem difíceis de distinguir entre a população, são o enfarte agudo do miocárdio, que acontece no coração; e o acidente vascular cerebral, que afeta o cérebro.

São duas situações clínicas que se localizam em órgãos diferentes, mas que, se não forem tratadas atempadamente, podem causar sequelas graves para o doente, podendo até, e como já foi referido, levar à morte. Ambas estão associadas a episódios vasculares, isto é, envolvem os vasos sanguíneos e, particularmente, as artérias.

Os sintomas são diferentes e devem ser distinguidos. O enfarte ocorre quando uma das artérias que transporta oxigénio e nutrientes ao coração fica obstruída, devendo as pessoas estar atentas a sintomas como dor no peito, suores, náuseas, vómitos, falta de ar e ansiedade.

O AVC ocorre quando uma das artérias que transporta oxigénio e nutrientes ao cérebro fica obstruída (AVC isquémico) ou quando uma artéria do cérebro rompe (AVC hemorrágico), a pessoa pode sentir a face ficar assimétrica de uma forma súbita, aparecendo um “canto da boca” ou uma das pálpebras descaídas; falta de força num braço ou numa perna subitamente; fala estranha ou incompreensível; perda súbita de visão, de um ou de ambos os olhos, e forte dor de cabeça, sem causa aparente.

Em ambos os casos, na presença destes sintomas, não tente ir para o hospital num veículo próprio. Recomenda-se que ligue rapidamente para o 112, que siga as instruções que lhe forem dadas e que aguarde pela ambulância, que levará o doente para um centro especializado, onde será atendido como prioritário, sendo-lhe, prontamente, instituído o tratamento mais adequado.

É importante apostar na prevenção destas doenças, adotando um estilo de vida saudável. Pratique exercício físico, mesmo que apenas 10 minutos por dia; evite o álcool; não fume; e controle a alimentação, optando por não consumir em excesso alimentos ricos em açúcar e gordura.

A hipertensão arterial, o colesterol elevado, a diabetes, o tabagismo, a obesidade e o sedentarismo contribuem significativamente para aumentar o risco de sofrer de uma destas doenças.

A APIC está a promover a campanha Cada Segundo Conta, uma iniciativa que tem como objetivos promover o conhecimento e compreensão sobre o enfarte agudo do miocárdio e os seus sintomas; e alertar para a importância do diagnóstico atempado e tratamento precoce. Para mais informações sobre esta campanha consulte www.cadasegundoconta.pt.

 

 

Stent Save a Life: João Brum Silveira lidera campanha nacional de consciencialização para o enfarte

Stent Save a Life (SSL). É este o nome da iniciativa nacional de consciencialização para o enfarte, liderada em Portugal por João Brum Silveira, cardiologista e responsável pelo Laboratório de Hemodinâmica do Hospital de Santo António, Centro Hospitalar e Universitário do Porto. Esta campanha é promovida pela Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC).

“É com grande orgulho e sentido de responsabilidade que assumo este novo desafio. Portugal tem sido referido como um exemplo europeu na implementação desta iniciativa e assim desejamos continuar. Fruto de um trabalho em equipa, esperamos com a iniciativa Stent Save a Life melhorar a prestação de cuidados médicos ao doente com enfarte e o seu acesso ao tratamento mais adequado”, refere João Brum Silveira.

Nas palavras do cardiologista, este ano, os esforços irão concentrar-se na “na sensibilização do doente para a valorização dos sintomas do enfarte agudo do miocárdio e no alerta para que  (…) liguem de imediato para o número de emergência médica – 112 – para que seja encaminhado para um hospital com capacidades para realizar o tratamento mais adequado: a angioplastia primária dentro do tempo recomendado”.

Contextualizando o tema, o enfarte agudo do miocárdio, comummente conhecido por ataque cardíaco, resulta da obstrução de uma das artérias do coração, fazendo com que uma parte do músculo cardíaco fique em sofrimento por falta de oxigénio e nutrientes. Esta obstrução é habitualmente causada pela formação de um coágulo devido à rotura de uma placa de colesterol.

Os sintomas a ter em atenção são dor no peito, por vezes com irradiação ao braço esquerdo, costas e pescoço, acompanhada de suores, náuseas, vómitos, falta de ar e ansiedade. Normalmente, a sintomatologia dura mais de 20 minutos, mas também pode ser de forma intermitente.

“No enfarte agudo do miocárdio cada segundo conta. É importante a precocidade no diagnóstico (valorização dos sintomas), o que implica um tratamento mais rápido com redução significativa da quantidade de músculo cardíaco ‘perdido’. Leva a que os doentes tenham um melhor prognóstico, isto é, que voltem a ter uma vida ‘normal’”, conclui João Brum Silveira.

APIC promove iniciativa sobre acesso radial distal

É já amanhã, 9 de junho, que o Centro de Cardiologia de Intervenção do Hospital de Faro / Centro Hospitalar Universitário do Algarve recebe a ação formativa “Day at the Cath Lab (D@CL)”. Promovida pela Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC), a iniciativa propõe-se divulgar a técnica de acesso radial distal entre profissionais de saúde.

Esta técnica, ainda pouco utilizada pelos cardiologistas de intervenção portugueses, surge como uma alternativa ao acesso radial convencional.

“Com este D@CL pretendemos demonstrar aos colegas a exequibilidade do acesso radial distal nos doentes que nos aparecem diariamente, dado ser um acesso alternativo à artéria radial convencional, que pode apresentar muitos benefícios”, afirma o coordenador do Centro de Cardiologia de Intervenção do Hospital de Faro, Hugo Vinhas.

O responsável assinala que este centro tem uma grande experiência na utilização do acesso radial distal, podendo ser usada no tratamento de oclusões crónicas, bifurcações ou aterectomia rotacional.

“A realização de procedimentos de diagnóstico e de intervenção coronária por acesso radial distal tem crescido nos últimos anos, sendo uma alternativa segura, eficaz e com várias vantagens potenciais relativamente aos acessos tradicionais, por isso julgamos ser um ótimo tema para retomar a realização do D@CL, sobretudo num centro com elevada experiência, como é o caso do Hospital de Faro”, defende o cardiologista de intervenção e responsável pela iniciativa D@CL, Carlos Braga.

“O D@CL pretende promover ações de formação práticas e dinâmicas, com o objetivo de adquirir ou partilhar conhecimento em procedimentos inovadores e complexos. É uma iniciativa que também permite aos cardiologistas de intervenção conhecerem o dia a dia de um laboratório de hemodinâmica do País, num ambiente informal, hands on e de proximidade”, conclui.

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