“O papel da Medicina Geral e Familiar na fase crónica” em destaque no evento organizado pela Portugal AVC

A Portugal AVC – União de Sobreviventes, Familiares e Amigos promove o “Encontro Portugal AVC – Juntos Para Superar!”, no dia 28 de maio, pelas 14h30, em S. Brás de Alportel, no Algarve, em parceria com o Centro de Medicina Física e Reabilitação do Sul, que faz parte do Centro Hospitalar e Universitário do Algarve.

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Campanha de consciencialização do AVC apoiada pelo INEM

O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) associou-se à campanha transfronteiriça #CuidedoMaisImportante, que visa consciencializar para o impacto do Acidente Vascular Cerebral (AVC), bem como identificar sinais, formas de prevenção e superação.

Menos de 20% dos doentes com AVC recorre aos hospitais através da Via Verde do AVC, conseguindo assim chegar a tempo de usufruir de tratamento de revascularização eficaz.

Por isso, é importante apostar na divulgação de sinais e sintomas de AVC de forma a que os doentes, através da Via Verde do AVC, possam ser socorridos e referenciados para um hospital a tempo.

Saiba mais sobre a campanha aqui.

Aumenta número de tratamentos a doentes com AVC agudo

A Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou que o número de doentes tratados precocemente com revascularização, nos hospitais, aumentou significativamente, apontando que metade dos internados com acidente vascular cerebral (AVC) faz o tratamento em unidades especializadas (UAVC).

“Os elementos recolhidos junto das unidades hospitalares revelam que, entre (…) 25 mil doentes internados anualmente por AVC isquémico ou hemorrágico, cerca de 50% são tratados em UAVC, percentagem que tem aumentado progressivamente ao longo dos anos”, lê-se no site da DGS.

A DGS assinala que, “em 2019, de 25.105 doentes admitidos por AVC nos hospitais públicos, foram internados em UAVC 12.996 (…), 9.841 por AVC isquémico, dos quais 2.467 foram tratados com medicamentos trombolíticos, e 2.057 (…) submetidos a tratamento de trombectomia endovascular”.

Além disso, “o número de doentes com AVC isquémico tratados precocemente com estas terapêuticas de revascularização tem também aumentado”, aponta-se no texto, quantificando que, “em 2017, de 20.505 doentes internados por AVC isquémico, há registo de 1.617 terem efetuado tratamento com medicamentos trombolíticos e de 1.297 (…) submetidos a trombectomia endovascular”.

Segundo a DGS, os números estão em linha com os objetivos europeus até final desta década: “Em 2019 foram, assim, tratados com medicamentos trombolíticos 12% dos doentes com AVC isquémico e 10% com trombectomia endovascular, o que está alinhado com os objetivos do Plano de Ação para o AVC na Europa até 2030 (objetivo de alcançar pelo menos 15% e 5%, relativamente a estes indicadores de tratamento), com que a DGS se comprometeu a colaborar”.

Sabe distinguir um enfarte de um AVC?

O presidente da Associação Portuguesa de Intervenção Cardiovascular (APIC), João Brum da Silveira, apresenta as principais diferenças entre enfarte e acidente vascular cerebral (AVC). Foca-se, ainda, nos sintomas a ter em conta e nas medidas preventivas.

As doenças cardiovasculares são uma das principais causas de morte em Portugal. Tratam-se de doenças que afetam não apenas o coração, mas também os vasos sanguíneos e diferentes órgãos. Destas, as principais responsáveis pela elevada mortalidade e que, por vezes parecem difíceis de distinguir entre a população, são o enfarte agudo do miocárdio, que acontece no coração; e o acidente vascular cerebral, que afeta o cérebro.

São duas situações clínicas que se localizam em órgãos diferentes, mas que, se não forem tratadas atempadamente, podem causar sequelas graves para o doente, podendo até, e como já foi referido, levar à morte. Ambas estão associadas a episódios vasculares, isto é, envolvem os vasos sanguíneos e, particularmente, as artérias.

Os sintomas são diferentes e devem ser distinguidos. O enfarte ocorre quando uma das artérias que transporta oxigénio e nutrientes ao coração fica obstruída, devendo as pessoas estar atentas a sintomas como dor no peito, suores, náuseas, vómitos, falta de ar e ansiedade.

O AVC ocorre quando uma das artérias que transporta oxigénio e nutrientes ao cérebro fica obstruída (AVC isquémico) ou quando uma artéria do cérebro rompe (AVC hemorrágico), a pessoa pode sentir a face ficar assimétrica de uma forma súbita, aparecendo um “canto da boca” ou uma das pálpebras descaídas; falta de força num braço ou numa perna subitamente; fala estranha ou incompreensível; perda súbita de visão, de um ou de ambos os olhos, e forte dor de cabeça, sem causa aparente.

Em ambos os casos, na presença destes sintomas, não tente ir para o hospital num veículo próprio. Recomenda-se que ligue rapidamente para o 112, que siga as instruções que lhe forem dadas e que aguarde pela ambulância, que levará o doente para um centro especializado, onde será atendido como prioritário, sendo-lhe, prontamente, instituído o tratamento mais adequado.

É importante apostar na prevenção destas doenças, adotando um estilo de vida saudável. Pratique exercício físico, mesmo que apenas 10 minutos por dia; evite o álcool; não fume; e controle a alimentação, optando por não consumir em excesso alimentos ricos em açúcar e gordura.

A hipertensão arterial, o colesterol elevado, a diabetes, o tabagismo, a obesidade e o sedentarismo contribuem significativamente para aumentar o risco de sofrer de uma destas doenças.

A APIC está a promover a campanha Cada Segundo Conta, uma iniciativa que tem como objetivos promover o conhecimento e compreensão sobre o enfarte agudo do miocárdio e os seus sintomas; e alertar para a importância do diagnóstico atempado e tratamento precoce. Para mais informações sobre esta campanha consulte www.cadasegundoconta.pt.

 

 

Portugal assina Plano de Ação para o AVC na Europa

A Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral (SPAVC) e a Portugal AVC – União de Sobreviventes, Familiares e Amigos já cooperavam nos esforços para a melhoria da prestação de cuidados ao AVC em Portugal. No final de agosto de 2021, as autoridades portuguesas de Saúde comprometeram-se, através da Direção-Geral da Saúde (DGS), a suportar a implementação do Plano de Ação para o AVC na Europa, lançado pela Organização Europeia do AVC (European Stroke Organization – ESO) e pela Stroke Alliance for Europe (SAFE), com ações específicas e adaptadas à realidade nacional.

Pode ler-se em comunicado que este plano pretende alcançar “melhorias em todos os momentos que envolvem cuidados ao AVC, incluindo a prevenção primária, organização dos serviços que prestam cuidados, tratamento de fase aguda, prevenção secundária, reabilitação, avaliação dos resultados e melhoria da qualidade de vida após o AVC”.

Assim, Portugal junta-se a vários países europeus no combate ao AVC, com um plano conjunto até ao ano de 2030.  O plano detalhado pode ser consultado aqui.

 

INEM encaminhou uma média de 13 casos por dia para a Via Verde do AVC de janeiro a outubro de 2020

O INEM encaminhou, em média, 13 casos por dia de acidente vascular cerebral (AVC) para a Via Verde do AVC, com um total de 3.982 casos registados e encaminhados para os hospitais desde o início do ano até dia 28 de outubro.

“As estatísticas demonstram que mais de 42% dos casos de AVC ocorreram nos distritos do Porto e Lisboa. O Hospital de Braga (300), o Hospital de São João (275), o Hospital de Santa Maria (274), o Hospital de São José (245) e o Hospital de Penafiel (229) foram as unidades hospitalares que receberam o maior número de casos de AVC encaminhados pelo INEM”, revela uma nota do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), recentemente divulgada.

O INEM reforça que o contexto de pandemia não elimina a “necessidade de os cidadãos continuarem a ligar 112 sempre que se verifique uma situação de doença súbita ou acidente”.

“Falta de força num braço, boca ao lado ou dificuldade em falar são os principais sinais e sintomas que podem indicar a ocorrência de um AVC. Se estes sinais forem reconhecidos, ligar o Número Europeu de Emergência – 112 é a atuação mais adequada, pois a rápida intervenção médica especializada é vital para o sucesso do tratamento e posterior recuperação do doente”, recorda o INEM.

Na nota, o Instituto lembra que o AVC continua a ser uma das principais causas de morte em Portugal e que “as primeiras horas após o início dos sintomas de AVC são essenciais para o socorro da vítima, pois é esta a janela temporal que garante a eficácia dos principais tratamentos”, recomendando um estilo de vida saudável que elimine o tabaco e o sedentarismo como forma de prevenção.

SPAVC lança campanha “Junte-se ao movimento para prevenir o AVC”

No âmbito do Dia Mundial do AVC, que se assinala no dia 29 de outubro, a Sociedade Portuguesa do Acidente Vascular Cerebral (SPAVC) une-se à campanha internacional “Junte-se ao movimento para prevenir o AVC”, lançada pela Organização Mundial do AVC (World Stroke Organization – WSO).

“O AVC continua a ser a principal causa de morte em Portugal, sendo também a principal causa de morbilidade e de potenciais anos de vida perdidos. Os números são reais e podemos mesmo referir que, por hora, três portugueses sofrem um AVC, sendo que um destes não sobrevive e um ficará com sequelas incapacitantes”, afirma o presidente da SPAVC, José Castro Lopes.

Para participar basta ter um telemóvel com câmara e acesso à internet, de forma a partilhar o desafio. É simples, divertido e poderá ajudar a disseminar informação que permitirá salvar vidas.

Em primeiro lugar, a campanha desafia à gravação, através do smartphone, de uma sequência de quatro movimentos de dança (à escolha ou selecionando um dos movimentos sugeridos pela WSO).

Depois, basta partilhar o vídeo dos movimentos de dança numa rede social à escolha, marcando três amigos/seguidores para que façam o mesmo, com a seguinte descrição: “Aceitei o desafio da @WStrokeCampaign de partilhar os meus movimentos de dança para sensibilizar para a prevenção do AVC. Desafio @_____ @_____ @_____ para iniciarem a vossa dança a partir do meu último movimento, adicionando 3 novos passos de dança, utilizando ainda os hastags: #1in4 #JoinTheMovement .

A campanha “Junte-se ao movimento para prevenir o AVC” representa uma chamada de atenção que múltiplas sociedades e associações ligadas ao AVC dirigem a toda a população, onde o principal objetivo é realçar a importância da prática de exercício físico na prevenção desta doença.

Para promover o movimento no mundo e partilhar a mensagem de que um estilo de vida ativo ajuda a diminuir o risco de AVC, a WSO lança o desafio de “dançar como se ninguém estivesse a ver”, criando a maior cadeia de movimentos de dança do mundo.

“A prática de exercício físico é a atividade mais simples e de eficácia comprovada na prevenção do aparecimento dos fatores de risco cerebral, no seu controlo e na prevenção primária e secundária do AVC. Além disso, é importante vigiar os valores da tensão arterial e do ritmo cardíaco, não fumar e adotar uma alimentação saudável”, explica José Castro Lopes.

Segundo os dados, uma em cada quatro pessoas irá sofrer um AVC ao longo da vida e que a adoção de medidas de prevenção pode contribuir para diminuir o risco e número de vidas perdidas todos os anos devido ao AVC.

José Castro Lopes alerta ainda que “além da prevenção, é importante reforçarmos junto dos portugueses que, após o início dos sintomas, as primeiras horas são cruciais, uma vez que a janela temporal que garante a eficácia dos principais tratamentos dura apenas algumas horas. Se as pessoas souberem reconhecer os sinais de alerta do AVC, os chamados 3 F’s (falta de Força num braço, desvio da Face e dificuldade na Fala) e, perante o aparecimento de um deles, acionarem de imediato o 112, será possível encaminhar os doentes rapidamente para os hospitais capazes de administrar os tratamentos adequados”, conclui o neurologista.

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