Investigadores alertam para fragilidade em doentes com insuficiência cardíaca

Um estudo realizado no Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde (CINTESIS) e na Faculdade de Medicina, da Universidade do Porto, demonstrou que 57,4% das pessoas que sofrem de insuficiência cardíaca apresentam pré-fragilidade e 15,4% já têm fragilidade.

A fragilidade caracteriza-se pela existência de três, ou mais, dos seguintes critérios: fraqueza muscular; lentidão; perda de peso não intencional; diminuição da atividade física; e exaustão. Já a pré-fragilidade existe na presença de um ou dois dos referidos critérios. Na fragilidade o critério mais comum é a exaustão (90%), seguindo-se a baixa atividade física (81%).

Ao analisarem os fatores associados à fragilidade nestes doentes, os investigadores concluíram que “a massa muscular é o preditor mais importante de evolução para este fenótipo”.

Assim sendo, a equipa entende que a massa muscular deve ser tida em conta quando são delineados planos de intervenção, no sentido de monitorizar os doentes, inclusivamente os mais novos, e, eventualmente, de reverter a fragilidade.

“Cerca de 8,1% % dos doentes com insuficiência cardíaca e fragilidade — uma condição classicamente geriátrica – têm abaixo dos 65 anos de idade”, salienta o investigador do CINTESIS e primeiro autor do estudo, o Prof. Doutor Rui Valdiviesso.

Ao todo, a investigação incluiu 136 participantes seguidos num hospital universitário português, com idades compreendidas entre os 24 e os 81 anos (59 anos em média), sendo que as mulheres representavam 33,8%.

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