INEM autorizado a fazer eletrocardiogramas na rua em caso de suspeita de enfarte

Os técnicos de emergência pré-hospitalar do INEM já podem realizar eletrocardiogramas na rua e administrar fármacos, sob orientação médica à distância, em casos de suspeita de enfarte. Esta medida surge no âmbito do protocolo da dor torácica, que entrou em vigor a 1 de novembro.

“A partir de agora, os técnicos de todas as ambulâncias de emergência médica do país podem pôr em prática o protocolo da dor torácica, um conjunto de procedimentos para os quais receberam formação e que incluem a realização de um eletrocardiograma (ECG) e a administração de fármacos, sob orientação médica”, conforme noticia a agência Lusa, citando o Jornal de Notícias (JN).

O protocolo de dor torácica dos técnicos de emergência pré-hospitalar (TEPH) entrou em funcionamento com monitores novos em 56 ambulâncias de emergência médica, o que significa um acréscimo de 64% dos meios com esta resposta mais diferenciada.

“Até aqui, só as viaturas médicas de emergência e reanimação e as ambulâncias de suporte imediato de vida estavam preparadas para dar a melhor resposta. E nem sempre estão disponíveis para acudir a todas as ocorrências”, explica o diário.

Um dos medicamentos protocolados é a aspirina, que ajuda a diluir o sangue e a desfazer os trombos nas artérias coronárias. Tanto a interpretação dos resultados do ECG, como a decisão de administrar fármacos, cabem exclusivamente ao médico que está no Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) do INEM a receber a informação em tempo real.

“É o maior ganho em saúde dos últimos anos”, assegurou ao JN o coordenador nacional TEPH do INEM, Ricardo Rocha.

Além de transmitirem informação ao CODU, os monitores de ECG também enviam dados ao hospital, através de uma plataforma informática, permitindo que, antes de o doente chegar, os médicos desde logo estejam “a ver o ECG no computador e já sabem se tomou medicação”, explica Gabriel Campos, TEPH, que tem sido responsável pela formação dos técnicos.

Caso a via digital não funcione, os novos monitores permitem imprimir o ECG para entregar ao médico no hospital.

INEM encaminhou 597 doentes com enfarte agudo do miocárdio entre janeiro e agosto

O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) encaminhou 597 casos de Enfarte Agudo do Miocárdio (EAM) para tratamento hospitalar através da Via Verde Coronária entre janeiro e agosto deste ano.

Alguns dos sintomas assinalados pelo INEM em comunicado são dor no peito de início súbito, com ou sem irradiação ao membro superior esquerdo, costas ou mandíbula, suores frios intensos, acompanhados de náuseas e vómitos.

“Através da triagem clínica feita pelos profissionais do INEM, as vítimas de EAM são encaminhadas para os hospitais adequados, permitindo um tratamento mais rápido e, consequentemente, mais eficaz nas unidades de cuidados intensivos coronários ou salas de hemodinâmica”, pode ler-se no documento.

“Os dados estatísticos revelam que, em 72,8% dos casos, decorreram menos de duas horas entre a identificação dos sinais e sintomas e o encaminhamento da vítima através desta Via Verde. Já em 21,6% dos casos, o contacto através do 112 foi efetuado entre as duas e as 12 horas de evolução da sintomatologia. Os restantes 5,5% dizem respeito a situações com mais de 12 horas de evolução”.

O INEM esclarece que, relativamente ao período em causa, ainda “é na população de género masculino que se verifica uma maior incidência desta doença súbita, com 505 casos registados”, especificando que “em termos geográficos, os distritos onde se verificou a maior incidência de doentes encaminhados através da Via Verde Coronária foram o Porto, Lisboa e Faro, com 136, 129 e 48 casos, respetivamente”.

“A realização de exames médicos de rotina, os hábitos de vida saudáveis, a prática de desporto de forma regular, evitar o tabaco e a vida sedentária são algumas das formas de prevenção eficazes e acessíveis a todo o cidadão”, conclui a nota.

696 casos de enfarte encaminhados pelo INEM em 2020

O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) encaminhou 696 casos de enfarte agudo do miocárdio (EAM), 80% dos quais homens, para os hospitais em 2020 através da Via Verde Coronária. Houve registo de mais 27 casos do que em 2019.

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INEM encaminhou uma média de 13 casos por dia para a Via Verde do AVC de janeiro a outubro de 2020

O INEM encaminhou, em média, 13 casos por dia de acidente vascular cerebral (AVC) para a Via Verde do AVC, com um total de 3.982 casos registados e encaminhados para os hospitais desde o início do ano até dia 28 de outubro.

“As estatísticas demonstram que mais de 42% dos casos de AVC ocorreram nos distritos do Porto e Lisboa. O Hospital de Braga (300), o Hospital de São João (275), o Hospital de Santa Maria (274), o Hospital de São José (245) e o Hospital de Penafiel (229) foram as unidades hospitalares que receberam o maior número de casos de AVC encaminhados pelo INEM”, revela uma nota do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), recentemente divulgada.

O INEM reforça que o contexto de pandemia não elimina a “necessidade de os cidadãos continuarem a ligar 112 sempre que se verifique uma situação de doença súbita ou acidente”.

“Falta de força num braço, boca ao lado ou dificuldade em falar são os principais sinais e sintomas que podem indicar a ocorrência de um AVC. Se estes sinais forem reconhecidos, ligar o Número Europeu de Emergência – 112 é a atuação mais adequada, pois a rápida intervenção médica especializada é vital para o sucesso do tratamento e posterior recuperação do doente”, recorda o INEM.

Na nota, o Instituto lembra que o AVC continua a ser uma das principais causas de morte em Portugal e que “as primeiras horas após o início dos sintomas de AVC são essenciais para o socorro da vítima, pois é esta a janela temporal que garante a eficácia dos principais tratamentos”, recomendando um estilo de vida saudável que elimine o tabaco e o sedentarismo como forma de prevenção.

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