COVID-19: Estudo dinamarquês confirma ligação entre vacina da Moderna e raros problemas cardíacos

A vacina da Moderna contra a COVID-19 apresenta um pequeno risco de provocar problemas cardíacos, mas sem consequências graves, de acordo com um estudo publicado na revista científica British Medical Journal (BMJ), que usou como amostra toda a população dinamarquesa.

“A vacinação [com a Moderna] está associada a um maior risco de miocardite ou pericardite em dinamarqueses, principalmente na faixa dos 12-39 anos”, resumem os autores em comunicado a que a agência Lusa teve acesso.

Estas conclusões estão em concordância com estudos anteriores que levaram várias autoridades de saúde, incluindo as de França e Dinamarca, a suspender a utilização da vacina da Moderna nos mais jovens. A Islândia suspendeu para todos os adultos.

Este trabalho é o primeiro realizado à escala da população de um país inteiro, estando a Dinamarca — com cerca de 5,8 milhões de habitantes —na vanguarda da recolha e da utilização de dados de saúde pública.

Segundo o estudo, os riscos de miocardite ou pericardite parecem três a quatro vezes maiores em vacinados com a Moderna, no mês seguinte à vacinação, do que nos com a Pfizer.

A vacina da Pfizer, “está associada a um maior risco de miocardite ou pericardite” nas mulheres, notam os investigadores.

No entanto, insistem no facto de os problemas cardíacos continuarem a ser raros, inclusive nos menores de 40 vacinados com a Moderna, uma vez que engloba apenas cerca 0,005% dessa faixa etária.

Os autores do estudo salientam, ainda, que os problemas permaneceram ligeiros na maior parte do tempo e nenhuma morte ou paragem cardíaca foi observada em vacinados com miocardite ou pericardite.

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