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Tecnologia: pessoas com diabetes podem melhorar perceção de risco de dcv

No Dia Mundial do Coração, que se assinala a 29 de setembro, a Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal (APDP) lembra que as tecnologias de saúde podem ajudar a melhorar a perceção das pessoas com diabetes sobre os riscos das doenças cardiovasculares (dcv), referindo que esses riscos duplicam em pessoas com diabetes mellitus, em comparação à população não diabética.

Por esse motivo, a APDP junta-se à World Heart Federation que, este ano, celebra o Dia Mundial do Coração com a campanha #UseHeartToConnect. O objetivo é incentivar as pessoas com dcv a conectarem-se e monitorizar a sua saúde cardiovascular, recorrendo à tecnologia.

“A doença cardiovascular é responsável por uma redução significativa, quer na qualidade de vida, quer na esperança de vida. Nunca é demais frisar a importância do investimento no controlo dos fatores de risco cardiovascular. Para que isso aconteça de forma mais sistemática, precisamos de melhorar o acesso das pessoas ao conhecimento e à perceção do risco”, defende o cardiologista da APDP, Pedro Matos, realçando a importância das tecnologias de saúde.

“É preciso aproveitar o poder da saúde digital para colmatar a discrepância entre o conhecimento científico e a realidade quotidiana, melhorar o controlo das doenças e a adesão à terapêutica na expectativa de que, no futuro, haja um impacto significativo na redução dos eventos cardiovasculares”, justifica.

Na mesma linha, o presidente da APDP José Manuel Boavida lembra que “a diabetes é um fator de risco” para as dcv (enfarte agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral, insuficiência cardíaca, entre outras) e é, também, “a sua principal consequência e causa de morte”. Acrescenta que a maioria dos adultos com diabetes tipo 2 “tem alto ou muito alto risco” de desenvolver uma doença cardiovascular, “principalmente a partir da meia-idade”. Em média, “a diabetes tipo 2 dobra o risco” de dcv e reduz a esperança de vida “em quatro a seis anos”.

A doença cardiovascular continua a ser causa de morte número um no mundo, resultando em 18,6 milhões de óbitos por ano.